Os 6 anos da princesa Bella e a história do bolo que foi parar na escola errada

Michele

Os 6 anos da princesa Bella e a história do bolo que foi parar na escola errada

Hoje, a minha caçula faz aniversário. Seis anos de vida. Uma menina linda – sou mãe coruja (risos) – cheia de energia, determinada e amorosa. Ela é mesmo uma criança alegre e carinhosa. E, claro, eu queria aproveitar esse espaço aqui na coluna para deixar registrada a minha homenagem à Isabella.

Foto: arquivo pessoal

A ideia era mesmo um texto cheio de dedicatórias, mas os acontecimentos do dia mudaram o rumo da história. E, como sou jornalista, o factual ganhou prioridade.

Quando as crianças fazem aniversário, pode-se mandar para escola um bolo para que, junto com os colegas, as crianças cantem parabéns. Então, a Isabella disse-me que queria um bolo de chocolate.

Como estou sem carro – está na oficina, sim, na semana mais chuvosa de todas aqui em Braga – deixei para comprar o bolo hoje nas confeitarias e supermercados que ficam ao lado do local onde trabalho – para ser novinho. Comprei o bolo por volta das 13h e estava vendo como faria a entrega, uma vez estava sem carro e sozinha no trabalho – não queria me ausentar. Um colega, um português muito gente boa, que faz serviço de rua ofereceu-se para ajudar. Eu aceitei. Falei que a escola ficava ao passar o Posto de Saúde dos Bombeiros, dobrava à direita e logo também à direita tinha a escola em um prédio branco. Por voltas das 14h30min, lá foi ele. Entregou o bolo a uma funcionária e disse que alguma colega dela devia saber para quem era, pois a mãe da aniversariante havia combinado essa entrega (eu liguei para a escola para avisar). Recebo mensagem a dizer: bolo entregue!

Pelas 16h, recebo outra mensagem, dessa vez da professora da Isabella a perguntar pelo bolo, pois já estava na hora do lanche! Eu não entendi nada… Como assim? O bolo já não estava na escola? Liguei ao meu colega que confirmou: passei os Bombeiros, dobrei à direita, e deixei no prédio branco à direita. Acontece que não era passar pelos Bombeiros; era passar pelo Posto de Saúde em frente aos Bombeiros (do outro lado da rua). Por coincidência, na rua à direita também há uma escola que também fica em um prédio branco! Barbaridade… o bolo estava na escola errada!!!

Liguei para a escola errada ao que a funcionária diz-me: pois, ninguém aqui sabe para quem é este bolo! O colega, chateadíssimo, diz-me que está longe. Eu estou sem carro. Começo a procurar um motorista de aplicativo que possa fazer o “frete”. Já desesperada, é claro! Pensando na frustração da Isabella que está à espera do bolo.

Neste exato momento, entra na sala o meu chefe – o dono do Centro de Negócios no qual eu trabalho, outro português gente fina e que está sempre disposto a ajudar. Olha para mim e diz: calma, respira! O que se passa?

Quando estou na metade da história, ele diz: entra no carro que vamos já tratar disso! Fomos até a escola errada, pegamos o bolo e levamos na escola certa!

Afinal, as crianças já tinham lanchado o menu do dia, tinham cantado parabéns… mas tudo isso com a promessa de que teriam bolo, nem que fosse no dia seguinte e que cantariam, de novo, os parabéns!

E foi essa a história do bolo que foi parar na escola que fica num prédio branco, ao lado direito da rua, dobrando à direita depois dos bombeiros… É rir para não chorar!!!

Ainda bem que a Isabella, como diz no início do texto, é uma criança amorosa, carinhosa e que entendeu a grande confusão… quando a busquei, a primeira coisa que disse foi: amanhã, teremos bolo!

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